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Comunicação não é apoio. É estratégia de sobrevivência para entidades de classe

  • Igor Archipovas
  • 13 de mai.
  • 1 min de leitura

Atualizado: há 6 dias


Existe um padrão que se repete em muitas entidades.

A comunicação entra no final.

O projeto já foi definido.A decisão já foi tomada.A ação já está estruturada.

E só então surge a pergunta: como vamos comunicar isso?



O problema é que, nesse momento, a comunicação já perdeu seu papel mais importante. Ela deixa de direcionar e passa apenas a traduzir.



E, na maioria dos casos, traduzir algo que não ajudou a construir.O resultado é claro.

A entidade fala.Mas não gera impacto.

Porque comunicação não é só execução.É leitura de cenário.

É entender o que realmente importa para o setor, quais pautas têm força, quem precisa ser impactado e como transformar uma ação em percepção de valor.

E aqui entra outro ponto importante.

Muitas entidades ainda se comunicam com “empresas associadas” como se fossem um único público.

Mas, na prática, quem decide não é a empresa. São as pessoas dentro dela.

Dependendo do tema, pode ser o jurídico, o RH, a área de sustentabilidade ou a diretoria.

Se a mensagem não chega na pessoa certa, ela simplesmente não gera efeito.

E quando isso acontece de forma recorrente, o impacto aparece.

O associado deixa de perceber valor.

Por isso, comunicação não pode ser tratada como apoio.

Ela precisa estar próxima da presidência, integrada às demais áreas e presente desde o início das decisões.

Porque, no cenário atual, não basta fazer.

É preciso que o mercado entenda o que está sendo feito e, principalmente, reconheça o valor disso.

No fim, a reflexão é simples.

A comunicação da sua entidade está ajudando a construir relevância… ou apenas divulgando o que já foi feito?

 
 
 

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