Informação demais. Clareza de menos.
- Igor Archipovas
- 21 de mai.
- 1 min de leitura

Muitas entidades estão comunicando mais.E sendo menos relevantes.
No início dos anos 2000, um grande cliente costumava repetir uma frase em praticamente todas as reuniões:
“O excesso de informação gera desinformação.”
Na época, a discussão estava ligada a relatórios intermináveis, apresentações excessivas e uma avalanche de números que, muitas vezes, dificultavam mais do que ajudavam a tomada de decisão.
Anos depois, a frase nunca fez tanto sentido.
Hoje, recebemos informação o tempo inteiro.Por todos os canais.Em todas as telas.De todas as formas possíveis.
O problema já não é mais acesso à informação.É capacidade de absorção.
A rolagem acelerada substituiu a atenção.O excesso substituiu a relevância.
E muitas entidades ainda operam como se comunicar mais significasse comunicar melhor.
Disparam conteúdos diariamente.Multiplicam canais.Aumentam frequência.Mas raramente param para responder perguntas simples:
Para quem essa mensagem realmente importa?Qual percepção ela gera?Ela fortalece relevância institucional — ou apenas aumenta ruído?
Porque sem direcionamento, contexto e inteligência de comunicação, o excesso não informa.Confunde.
E, nesse cenário, surge uma percepção perigosa:a de que a entidade “não comunica”.
Quando, na verdade, talvez ela apenas tenha perdido clareza sobre o que precisa ser dito.
Talvez o desafio das entidades não esteja na ampliação da comunicação.
Mas na reorganização da sua relevância institucional.



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